O Luiz teve um namorico com a Rosa que durou somente as festas juninas daquele ano. Era a Rosa Amélia. Ela veio do interior do Piauí e me contava que ela e todos os seus vários irmãos conseguiram estudar no esquema do mais velho ajudando o mais novo e nunca mais precisaram retornar a cidade natal, a não ser para “ver mãe e pai”, proporcionando muito orgulho àquele casal sofrido em ver os filhos numa vida melhor. A casa que ela cresceu era de acabamento rústico, como diriam os demógrafos, mas não pense que isso é um estilo decorativo. Em outras palavras, a casa dela estava mais para a dos porquinhos Cícero e Heitor que para a do Prático.
A Rosa era miúda, mas ficava grande assim que começava a falar, daquele jeito nordestino de se impor com doçura e com opiniões fortemente calçadas na ética. E também tinha o sotaque, o vocabulário, os trejeitos minimalistas.
Sempre vibrei com as conquistas da Rosa, que por total miopia e sofrimento acumulado, tinha sua auto estima abalada. Quando ela defendeu sua dissertação de mestrado eu estava lá e vi como ela ficou feliz em me ver.
Fizemos a faculdade juntas e depois fomos pesquisar no NEPO, compartilhamos alguns congressos. Nunca fomos grudadas, mas nossos encontros sempre foram muito sinceros. No ano em que estávamos no NEPO ela me deixou um cartão de aniversário em minha mesa, fiquei tão engrandecida pelos elogios que recebi, que a certa altura eu vi a situação invertida, e estava eu me questionando: será que sou um blefe e enganei a Rosa???
As últimas três notícias que tive da Rosa, em ordem, foram: 1 – A casa que a Rosa mora pegou fogo. 2 – A Rosa foi morar na África, para acompanhar seu namorido que foi lecionar em uma universidade. 3 – A Rosa está na França, acho que no doutorado.
É Rosa Amélia, você que é mulher de verdade. Pena que seu e-mail não responde. Por onde você anda Rosa? O que tem para me surpreender e me fazer vibrar?
A Rosa era miúda, mas ficava grande assim que começava a falar, daquele jeito nordestino de se impor com doçura e com opiniões fortemente calçadas na ética. E também tinha o sotaque, o vocabulário, os trejeitos minimalistas.
Sempre vibrei com as conquistas da Rosa, que por total miopia e sofrimento acumulado, tinha sua auto estima abalada. Quando ela defendeu sua dissertação de mestrado eu estava lá e vi como ela ficou feliz em me ver.
Fizemos a faculdade juntas e depois fomos pesquisar no NEPO, compartilhamos alguns congressos. Nunca fomos grudadas, mas nossos encontros sempre foram muito sinceros. No ano em que estávamos no NEPO ela me deixou um cartão de aniversário em minha mesa, fiquei tão engrandecida pelos elogios que recebi, que a certa altura eu vi a situação invertida, e estava eu me questionando: será que sou um blefe e enganei a Rosa???
As últimas três notícias que tive da Rosa, em ordem, foram: 1 – A casa que a Rosa mora pegou fogo. 2 – A Rosa foi morar na África, para acompanhar seu namorido que foi lecionar em uma universidade. 3 – A Rosa está na França, acho que no doutorado.
É Rosa Amélia, você que é mulher de verdade. Pena que seu e-mail não responde. Por onde você anda Rosa? O que tem para me surpreender e me fazer vibrar?

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