Lembro perfeitamente quando chegou o vídeo cassete em casa, era da Panasonic, cromado. O controle remoto praticamente uma arma branca e a entrada da fita parecia uma nave espacial emergindo daquela pequena amostra de revolução tecnológica. Foi uma euforia, despencamos para o outro lado da cidade atrás de uma das poucas locadoras que existiam na época. Devia ser meio da década de 80 e isto quer dizer que eu era uma pirralha e logo vieram as primeiras constatações deste fato. Entre os primeiros filmes alugados estavam a “última festa de solteiro” e “porky´s”. Eu fui convidada solenemente a me retirar. Que ultraje! Para mim estava reservado Aristogatas, da Disney. Ok, é um filme fofo, ambientado em Paris e arredores, com uma direção de arte deliciosa remetendo aos impressionistas, mas era filme de criança, poxa! Mas logo veio a consagração. Minha mãe alugou “férias frustradas” e aí me senti importante, compartilhando o mesmo filme com toda a família. Como de costume, estávamos empoleirados na cama dos meus pais e nos divertimos muito, muito mesmo e certamente a risada gritada da minha mãe foi o que me fez mais feliz.
Na década de 90 fui surpreendida com outra revolução tecnológica, a internet. Estava no primeiro ano da faculdade e no laboratório de informática lia as minhas mensagens do e-mail recém criado. Um pescoçudo veio me perguntar o que era aquilo que estava abrindo e eu um tanto desconfiada, mas um tanto mais entusiasmada o chamei para ver, era um programa capaz de tirar a sua foto pela tela do computador. Ele sorriu comigo, flash e... apareceu uma foto de um chipanzé sorrindo de orelha a orelha. Só ficou pior porque o menino era negro e ele poderia achar que eu estava fazendo aquilo de sacanagem, dessas piadas de péssimo gosto, mas a minha cara de decepção dizia tudo. Ai que vergonha!
Os e-mails engraçadinhos bombavam e um dos primeiros virais foi o do curso de sobrevivência para homens. O e-mail era a apresentação dos módulos – a introdução falava sobre diferenciar esposa e mãe, no intermediário tinha técnicas de como viver a dois e no avançado em como ir para a cozinha sem colocar a vida em perigo. Isso ou algo parecido. Só sei que vira e mexe eu lembro dos cursos. Cada vez que eu troco o papelão da papeleira por um rolo novo de papel higiênico eu fico pensando se meu marido acredita que aquilo brota ou nasce de novo como a unha ou o cabelo. Os frascos de shampoo ficam só com um restinho de água suja, no máximo deitado, mas retirado do box jamais! A pasta de dente é esmagada, massacrada, torturada até sair o último suspiro de menta, mas não seria mais fácil pegar uma nova? Agora, o maior mistério é o sabonete. Fica aquela lasquinha, que nem mais espuma faz, que se você segurar ele quebra e vai pra ralo, então não serve pra mais nada e como o cidadão faz para se lavar? Eu tenho meu sabonete líquido e só pra ver onde vai dar faz mais se uma semana que não jogo a lasquinha e nem ponho outro novo no lugar. Desconfio que ele está se lavando com shampoo porque ele não está com cheiro de cerejas e avelãs...
Foi com a Zélia Gattai que aprendi a não brigar por estas coisas bobas da casa, afinal tem tanta coisa importante pra brigar e viver bem é tão melhor, agora ela não falou nada em não judiar... vamos ver quando o shampoo acabar.
Na década de 90 fui surpreendida com outra revolução tecnológica, a internet. Estava no primeiro ano da faculdade e no laboratório de informática lia as minhas mensagens do e-mail recém criado. Um pescoçudo veio me perguntar o que era aquilo que estava abrindo e eu um tanto desconfiada, mas um tanto mais entusiasmada o chamei para ver, era um programa capaz de tirar a sua foto pela tela do computador. Ele sorriu comigo, flash e... apareceu uma foto de um chipanzé sorrindo de orelha a orelha. Só ficou pior porque o menino era negro e ele poderia achar que eu estava fazendo aquilo de sacanagem, dessas piadas de péssimo gosto, mas a minha cara de decepção dizia tudo. Ai que vergonha!
Os e-mails engraçadinhos bombavam e um dos primeiros virais foi o do curso de sobrevivência para homens. O e-mail era a apresentação dos módulos – a introdução falava sobre diferenciar esposa e mãe, no intermediário tinha técnicas de como viver a dois e no avançado em como ir para a cozinha sem colocar a vida em perigo. Isso ou algo parecido. Só sei que vira e mexe eu lembro dos cursos. Cada vez que eu troco o papelão da papeleira por um rolo novo de papel higiênico eu fico pensando se meu marido acredita que aquilo brota ou nasce de novo como a unha ou o cabelo. Os frascos de shampoo ficam só com um restinho de água suja, no máximo deitado, mas retirado do box jamais! A pasta de dente é esmagada, massacrada, torturada até sair o último suspiro de menta, mas não seria mais fácil pegar uma nova? Agora, o maior mistério é o sabonete. Fica aquela lasquinha, que nem mais espuma faz, que se você segurar ele quebra e vai pra ralo, então não serve pra mais nada e como o cidadão faz para se lavar? Eu tenho meu sabonete líquido e só pra ver onde vai dar faz mais se uma semana que não jogo a lasquinha e nem ponho outro novo no lugar. Desconfio que ele está se lavando com shampoo porque ele não está com cheiro de cerejas e avelãs...
Foi com a Zélia Gattai que aprendi a não brigar por estas coisas bobas da casa, afinal tem tanta coisa importante pra brigar e viver bem é tão melhor, agora ela não falou nada em não judiar... vamos ver quando o shampoo acabar.

Marvada voce, heim!!! rsrs
ResponderExcluirNão reclama, Bianca. Não reclama porque dos vários sujeitos com quem eu morei em república, ele nem era dos mais bagunceiros...
ResponderExcluirSérgio, Sérgio... Bagunceiro ele não é mesmo, só tem um probleminha com reposição :)
ResponderExcluirBia... uma vez eu assisti um Comédia da Vida Privada em que a mulher manda o cara abrir um vidro de azeitona e que se ele não conseguisse, ela não saberia exatamente pra quê ele servia.
ResponderExcluirNós já pensamos em tudo! Não damos esse tempo pra vocês pensarem pra que servem na nossa vida. Repor papel higiênico, por exemplo, ainda que essa tarefa hercúlea possa ser delegada, é um belo propósito de vida! E vale tudo para que vocês saiam do universo onde se dedicam ferrenhamente a identificar diferenças entre cores de esmalte absolutamente iguais, sapatos e qual personagem de Sex and The City você é.
E só a título de informação: um amigo meu que é médico, disse que usar o papel higiênico pra limpar a bunda pode causar umas micro fissuras que não são legais. Ele é pró bidê total. E o fato de que ele é gay, e entende que papel higiênico causa mais micro fissuras do que... enfim, dar a bunda, me fez pensar em também rever os meus conceitos quanto ao bidê.
Acho que quando acabar o shampoo o comentário vai ser: "Bi, VOCÊ não percebeu que acabou meu shampoo?!!" Bem típico DELES
ResponderExcluirPra quê usar shampoo?
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