As refeições na minha casa lembram muito as que tive na minha infância, arroz e feijão fresquinhos, saladinha, uma verdura, um legume e carne pra quem gosta. Suco sempre natural, caixinha e garrafinha só de quebra galho aos finais de semana. Refrigerante é coisa rara e minha filha pra não falar que nunca tomou, experimentou e não gostou. Doce só os ingênuos, aqueles bolos de cenoura, de laranja, de fubá. Frutas tem um pouquinho de cada. Cereal e farelos também. Dificilmente terá na dispensa bolachas recheadas, molho de tomate de latinha, miojo e outras tranqueiras que tanto consumi enquanto morei sozinha. Fritura em casa somente em uma ocasião, no dia seguinte ao risoto, porque aí reciclamos a sobra e viram os clássicos bolinhos de risoto que comemos à tarde com pimenta e cervejinha. Recentemente fiz uma horta de vasos e a hortelã para bater com o abacaxi e o manjericão para o molho de tomate saem da nossa hortinha. Coisa fina.
Parece tudo muito bom, mas daí fico pensando, e o bando de agrotóxico que estamos consumindo? E o açúcar e o adoçante, o que é pior? E os hormônios das carnes que meu marido e minha filha comem? E a farinha branca? Pior que veneno. Ah, péra lá! Vamos viver de fotossíntese então? A comida, bebida, sobremesa aqui de casa é assim, acima de tudo porque é mais saborosa, porque dá mais prazer. Não nos entupimos de gordura, colesterol e açúcar, temos conhecimento e bom senso, mas comer não é um ato apenas funcional, não para mim e para um bando de gente.
Faço questão da minha friturinha. Seja no bar, na padaria Real ou na feira. Misture farinha e água e frite que fica bom, imagine bem feito então. Minha vida é incompleta sem chocolate, só não tenho em casa pra não descambar, mas sou fiel, mesmo que seja pequenininho eu faço questão. Chocolate eu não como, eu degusto. Primeiro a língua parece efervescer, depois desce denso na garganta e por fim meus neurotransmissores dão cambalhotas de tanta alegria. Também não abro mão do pão francês com manteiga, da cerveja, do queijo amarelo, das massas, dos doces da minha mãe e de tantos outros “pecados” que a GNT insiste em me fazer sentir culpada. Vão ter que tentar mais.
Certa vez, bem hipócrita, fui pedir ao meu pai para que ele não comesse o que não podia, que resistisse às tentações, pois ele não conseguia controlar a diabete. Citei uma pessoa próxima como exemplo e em tom de discurso eu disse:
“ - Olha o Fulano que disciplinado, ele é diabético e não come doce, pão só do integral, não come farinha branca, mesmo dos produtos diets ele não abusa, nem das frutas e blá, blá, blá. “
Assim que eu acabei, sem pestanejar ele me respondeu um tanto indignado:
“ - O quê? Não comer merda nenhuma e viver com a cara de bosta do Fulano? Ce tá louca!”
É estavam certo, você é o que você come, depois não reclama de não ter cara de nada! E sabe o que mata? É não viver! Se não é pra ter prazer vai ter o quê?
Parece tudo muito bom, mas daí fico pensando, e o bando de agrotóxico que estamos consumindo? E o açúcar e o adoçante, o que é pior? E os hormônios das carnes que meu marido e minha filha comem? E a farinha branca? Pior que veneno. Ah, péra lá! Vamos viver de fotossíntese então? A comida, bebida, sobremesa aqui de casa é assim, acima de tudo porque é mais saborosa, porque dá mais prazer. Não nos entupimos de gordura, colesterol e açúcar, temos conhecimento e bom senso, mas comer não é um ato apenas funcional, não para mim e para um bando de gente.
Faço questão da minha friturinha. Seja no bar, na padaria Real ou na feira. Misture farinha e água e frite que fica bom, imagine bem feito então. Minha vida é incompleta sem chocolate, só não tenho em casa pra não descambar, mas sou fiel, mesmo que seja pequenininho eu faço questão. Chocolate eu não como, eu degusto. Primeiro a língua parece efervescer, depois desce denso na garganta e por fim meus neurotransmissores dão cambalhotas de tanta alegria. Também não abro mão do pão francês com manteiga, da cerveja, do queijo amarelo, das massas, dos doces da minha mãe e de tantos outros “pecados” que a GNT insiste em me fazer sentir culpada. Vão ter que tentar mais.
Certa vez, bem hipócrita, fui pedir ao meu pai para que ele não comesse o que não podia, que resistisse às tentações, pois ele não conseguia controlar a diabete. Citei uma pessoa próxima como exemplo e em tom de discurso eu disse:
“ - Olha o Fulano que disciplinado, ele é diabético e não come doce, pão só do integral, não come farinha branca, mesmo dos produtos diets ele não abusa, nem das frutas e blá, blá, blá. “
Assim que eu acabei, sem pestanejar ele me respondeu um tanto indignado:
“ - O quê? Não comer merda nenhuma e viver com a cara de bosta do Fulano? Ce tá louca!”
É estavam certo, você é o que você come, depois não reclama de não ter cara de nada! E sabe o que mata? É não viver! Se não é pra ter prazer vai ter o quê?

rss....adorei a resposta do seu pai, muito boa. Acho legal quando mantemos um equilíbrio sensato na alimentação, só não aprovo, quando isso vira "neura". Também concordo que devemos ter prazer em comer, mas tenho pena dos que transformam esse prazer em "ansiedade" e só conseguem controlá-la através de remédios agressivos ao organismo e regimes estúpidos. Acredito que a grande maioria, sabe muito bem oque é certo e oque é errado. Mas a loucura e correria do dia a dia , as vezes nos transforma em escravos dos fast-food . Mas sem duvida alguma, é muito bom podermos comer um arrozinho e feijãozinho feito em casa..... e se for da mamãe então .... hummmmmmm !!! bjo
ResponderExcluirFriturinha... na Real... ai que saudades!!!
ResponderExcluirRê, tão bom qta a friturinha da Real era descer aquele barranco entre o Único e a Real rrrolando...
ResponderExcluirPá, meu maior termômetro é minha mãe - ela adora comer na minha casa :)
bjks
já dizia Hipócrates, o pai da Medicina, "somos aquilo que comemos e que o vosso alimento seja o vosso primeiro medicamento" há 2500 anos.
ResponderExcluir"Somos aquilos que comemos"... Ok, então eu sou inacreditavelmente gostoso, mas a longo prazo eu faço mal e posso até matar.
ResponderExcluirhahahha. também me enquadro neste perfil, Randal! Vou continuar comendo tudo que há de bom na esperança de virar uma Cicareli da vida e depois terminar como serial killer...
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