Certamente eu nunca precisarei ser estudada pela ciência. Não sou excepcional em nada. Nadinha. Naquela fase Vinícius de Morais, lá pelos 19 anos, quando se está ávido por viver de tudo, fiquei triste ao constatar que eu nunca participaria de uma olimpíada, nunca! Nunca conheceria aqueles alojamentos, nem desfilaria com o meu uniforme brasileiro misturada a tantos outros atletas com seus uniformes coloridos. O Hino não tocaria graças aos meus méritos. Fiquei realmente triste em perceber que essa experiência eu NUNCA teria. Palavra forte essa na época.
Olha que em termos de atividades eu tentei de tudo. Tudo também não, mas quase tudo. Basquete, natação, squash, tênis, mergulho, capoeira, futebol, equitação, surf e devo estar esquecendo de alguma outra coisa. As atividades orientais nunca me pegaram. Tentei tai chi chuan. Programinha zen no meio das árvores, mas eu não parava de pensar no Daniel-san e no Sr. Miyagi, não consegui levar a sério. Já a 1ª aula de yoga ia bem, tinha uma certa facilidade com as macaquices devido a experiência da capoeira, mas chegou a hora da meditação... E eu dormi. Não foi um cochilo qualquer, não. A professora teve que vir até mim para me acordar, um mico! Não tive coragem de voltar. Ultimamente a minha diversão é a corrida, que vem bem a calhar ao desespero de perder os quilos imperdíveis.
Todas estas atividades me encantaram, algumas mais outras menos, mas me diverti com todas. Paramentei-me, treinei e investi. Mas a verdade é que meu coração e minha alma já tinham donos: a dança. O ballet, o sapateado, o jazz, o irish tap. Ali eu me joguei e sonhei. Quando assistia aos vídeos das minhas apresentações eu achava pouco, pois na minha mente o que eu fazia era sensacional, era profissa. Mas não me abalava. O prazer de fazer um exercício de fundo, de pegar uma coreografia tecnicamente difícil e brilhar no palco sempre foi maior. Parei de praticar realizando um sonho, dançando no palco do Festival de Joinville. São quatro mil pessoas te aplaudindo. É um tranco de tanta energia com a tríade pose final, blackout e aplauso. Alucinante e inesquecível. Comemoramos muito nosso troféu. Na época eu estava me formando na faculdade e achava que já estava na hora de parar. Que engano. Você nunca para de dançar. Soltando o corpo, batendo o pé ou imaginando uma coreografia para a música que toca. É humano. Mesmo a pessoa mais desajeitada e tímida, um dia já dançou balançando o bumbunzão de fralda, dobrando os joelhinhos, fazendo a alegria dos espectadores.
Alegria combina com dança. Quantos não fazem uma dancinha para comemorar e extravasar a felicidade? Dança combina com criatividade, com experimentação, com desafio, com beleza, com emoção. Assisto às companhias internacionais, às nacionais, às minhas três sobrinhas, à minha irmã, às antigas amigas de coxia E sempre choro, um choro com gosto, de se satisfazer através do corpo do outro, de me imaginar ali, de sair do teatro rodopiando, leve como uma menina de três anos.
Aqui em casa há uma menina de quase três anos. Não, não sou eu, é minha filha e com ela formei um duo. Ah... como a gente dança. O sonzinho não para e lá estamos nós, botando pra quebrar, sorrindo uma para outra, sendo cúmplices de nosso prazer.
Quer saber? Ferrem-se as modalidades olímpicas! Um atleta não pode passar a vida nadando, saltando com varas, arremessando discos. Mas eu posso dançar... A vida toda, o tempo inteiro.
PS: Sabe aquela música que você acha justo que fosse sua? Essa é a minha:
Olha que em termos de atividades eu tentei de tudo. Tudo também não, mas quase tudo. Basquete, natação, squash, tênis, mergulho, capoeira, futebol, equitação, surf e devo estar esquecendo de alguma outra coisa. As atividades orientais nunca me pegaram. Tentei tai chi chuan. Programinha zen no meio das árvores, mas eu não parava de pensar no Daniel-san e no Sr. Miyagi, não consegui levar a sério. Já a 1ª aula de yoga ia bem, tinha uma certa facilidade com as macaquices devido a experiência da capoeira, mas chegou a hora da meditação... E eu dormi. Não foi um cochilo qualquer, não. A professora teve que vir até mim para me acordar, um mico! Não tive coragem de voltar. Ultimamente a minha diversão é a corrida, que vem bem a calhar ao desespero de perder os quilos imperdíveis.
Todas estas atividades me encantaram, algumas mais outras menos, mas me diverti com todas. Paramentei-me, treinei e investi. Mas a verdade é que meu coração e minha alma já tinham donos: a dança. O ballet, o sapateado, o jazz, o irish tap. Ali eu me joguei e sonhei. Quando assistia aos vídeos das minhas apresentações eu achava pouco, pois na minha mente o que eu fazia era sensacional, era profissa. Mas não me abalava. O prazer de fazer um exercício de fundo, de pegar uma coreografia tecnicamente difícil e brilhar no palco sempre foi maior. Parei de praticar realizando um sonho, dançando no palco do Festival de Joinville. São quatro mil pessoas te aplaudindo. É um tranco de tanta energia com a tríade pose final, blackout e aplauso. Alucinante e inesquecível. Comemoramos muito nosso troféu. Na época eu estava me formando na faculdade e achava que já estava na hora de parar. Que engano. Você nunca para de dançar. Soltando o corpo, batendo o pé ou imaginando uma coreografia para a música que toca. É humano. Mesmo a pessoa mais desajeitada e tímida, um dia já dançou balançando o bumbunzão de fralda, dobrando os joelhinhos, fazendo a alegria dos espectadores.
Alegria combina com dança. Quantos não fazem uma dancinha para comemorar e extravasar a felicidade? Dança combina com criatividade, com experimentação, com desafio, com beleza, com emoção. Assisto às companhias internacionais, às nacionais, às minhas três sobrinhas, à minha irmã, às antigas amigas de coxia E sempre choro, um choro com gosto, de se satisfazer através do corpo do outro, de me imaginar ali, de sair do teatro rodopiando, leve como uma menina de três anos.
Aqui em casa há uma menina de quase três anos. Não, não sou eu, é minha filha e com ela formei um duo. Ah... como a gente dança. O sonzinho não para e lá estamos nós, botando pra quebrar, sorrindo uma para outra, sendo cúmplices de nosso prazer.
Quer saber? Ferrem-se as modalidades olímpicas! Um atleta não pode passar a vida nadando, saltando com varas, arremessando discos. Mas eu posso dançar... A vida toda, o tempo inteiro.
PS: Sabe aquela música que você acha justo que fosse sua? Essa é a minha:
A Menina Dança. Baby Consuelo
Quando eu cheguei tudo tudo / Tudo estava virado / Apenas viro me viro / Mas eu mesma / Viro os olhinhos / Só entro no jogo porque / Estou mesmo depois / Depois de esgotar / O tempo regulamentar / De um lado o olho desaforo / Que diz o meu nariz arrebitado / Que não levo pra casa / Mas se você vem perto eu vou lá / Eu vou lá / No canto do cisco / No canto do olho a menina dança / Dentro da menina / Ainda dança / E se você fecha o olho a menina ainda / Dança dentro da menina / Ainda dança / Até o sol raiar / Até o sol raiar / Até dentro de você nascer / Nascer o que há
Quando eu cheguei tudo tudo / Tudo estava virado / Apenas viro me viro / Mas eu mesma / Viro os olhinhos / Só entro no jogo porque / Estou mesmo depois / Depois de esgotar / O tempo regulamentar / De um lado o olho desaforo / Que diz o meu nariz arrebitado / Que não levo pra casa / Mas se você vem perto eu vou lá / Eu vou lá / No canto do cisco / No canto do olho a menina dança / Dentro da menina / Ainda dança / E se você fecha o olho a menina ainda / Dança dentro da menina / Ainda dança / Até o sol raiar / Até o sol raiar / Até dentro de você nascer / Nascer o que há

BIAAAAAAAA...que lindo!!!!e que saudades neste coraçãozinho!!! porque nao volta a se aquecer...a se desafiar... a vencer seus limites e sentir o inevitavel friozinho na barriga???! Quando quiser....to aqui! Eh...realmente a dança é mágica...só quem viveu a experiencia pra saber! Quem dança...ou jah dançou.... não tem medo de nada... encara a vida com alegria! Vencer os desafios....??? isso é fixinha para a bailarina! Sim... são momentos mágicos...empolgantes e extasiantes...que vivem na nossa mente e coração eternamente! Calça a sapatilha menina!!!! Tira a malha furada do armaário e volta a dançar!! Bjus linda!
ResponderExcluirAhhhhhhhhhhh, hj ao ler o que escreveu lavei a alma, sabia? Choreeeeeeei.
ResponderExcluirA dança é a única coisa que deixei no passado, mas sofro até hj. Não sou do tipo que remoe o passado, mas confesso que este abandono nunca elaborei. Nem em terapia! rsrs
Me vi em vc...
Quem sabe ainda volto para o baby class?rsrsrs
Fer, tinha esquecido desse prazer - a roupa da bailarina. Como eu adoro!!! Eu vou voltar sim, está nos planos!! bjão
ResponderExcluirahaha, Raquel! Ano que vem quero voltar, mas vai ter que ser em SP. A gente troca umas dicas de demi-plié por internet!!
ResponderExcluirMas realmente acho que ninguém consegue parar de dançar e fechar essa cicatriz. bjs
Oi Bia... que lindo!!!!
ResponderExcluirA dança realmente enobrece a alma, alimenta-a e a faz sonhar... alçar voôs cada vez mais altos!
Saudades daquele ano tão especial em Joinville...
Um beijo grande!
Ve se volta hein...
Carol
Bi, acredito tb que a dança seja um "dom", o qual eu definitivamente não tenho !! A vida é muito engraçada, quando eramos criança, tudo que a infeliz da glaucia queria fazer de esporte, minha mãe apoiava. E sem questionar, me enfiava no meio, então entrei no volei, handbool, basquete, natação ...ahh natação!! que ódio !!! sempre adorei dormir, ainda mais no inverno.. me lembro quando minha mãe nos chamava para as aulas logo as 07:00 da manhã e a glaucia acordava saltitante ! eu tinha vontade de matá-la !! ainda mais quando chegava a hora de pularmos naquela piscina fria do SESI. Bom,daí tentamos o ballet, já que os "modos" da glaucia não eram dos melhores..rs, e lá fui eu ... até que gostava das aulas, das coreografias, das musicas...ah e da roupa de bailarina..achava o máximo tb ! mas quando chegava o dia da apresentação, e a cortina se abria... a minha vergonha e timidez era tanta que esquecia tuuudoooo me dava um branco e eu queria sumuirrr dali !! então passaram-se os anos e surgiu a oportunidade de acabar com esse "fantasma" da timidez que me pega quando estou dançando....fui participar da dança dos socios "famosos" do ipanema clube. Bi, juro que dei o máximo de mim nos ensaios, a pink corrigia minha postura, meus passos.... e fui pegando gosto pela coisa. Fiz o melhor figurino possível no dia da apresentação. Queria quebrar esse paradigma. Mas quando chegou o grande dia meu coração já começou bater diferente logo pela manhã. MAS ACREDITAVA que iria superar .. (rs). Resumindo, foi um fiasco !! Me deu um branco total, tremia dos pés a cabeça, falei varias vezes p meu parceiro que não queria mais dançar e nem sei quem foi que dançou naquele momento ... rsss
ResponderExcluirMas tenho um exemplo de amor a dança dentro de casa, cada minuto que estamos juntas ela pede atenção e mostra uma coreografia nova, tenho que sentar e ficar vendo aquela menina-moça cheia de amor, vontade e dedicação com a dança, mostar numa alegria sem fim todo movimento e ternura que eu jamais consegui ter . Ainda bem que isso não está no sangue da familia, e vc bem sabe disso, tem uma ovelha negra na sua tb ...rss, que não dança nem dois p/ lá dois p/ cá !! hahahahaha !!! bjosss....
penso em voltar toda semana!....
ResponderExcluirAi Bi... que texto lindo!! Sempre falo q vou me aposentar, me sinto uma "Mama" no palco, mas acho que não consigo pela sensação de realidade paralela, onde não há problema, pressa, tristeza ou preocupação. É só vc e músicas lindas, luzes, movimentos e tudo dá certo...vc é dona da sua estória... é perfeito... Acho que volto em agosto!rs
ResponderExcluirPá, adorei seu relato, dá pra imaginar perfeitamente!! E a Rafa tem o dom, sem dúvida!
ResponderExcluirCarol, nunca pare!
Volta Má, volta Pin! Eu vou assisti-las. E logo mais voltarei também!!
beijossssssss